News #607 ■ Facility Management: Portugal

 

Entrevista a Pedro Ló, Presidente da APFM (Techenet)

Publicado por FAMASE el 27/11/2017 (POR)




Objectivamente, pode começar por explicar o que é o Facility Management?



O Facility Management é a atividade de suporte a todas as organizações que assegura a disponibilidade do Espaço e das instalações onde se desenrolam as atividades primárias dessas organizações, promovendo a sua produtividade.



Pode-se assim dizer, que o Facility Management (FM) é a gestão e engenharia dos Espaços que as pessoas utilizam. Simples.



Trata-se de desenhar e gerir os espaços de forma a que as pessoas que nele trabalham – ou que nele estão hospedadas ou que nele são atendidas – o façam nas melhores condições, de acordo com a estratégia da Empresa.



Por exemplo, os Espaços têm de funcionar de forma a corresponder à expetativa dos utilizadores, ocupantes e visitantes; têm de ser disponibilizados por custos racionalizados e garantir uma pegada ecológica sustentável; têm de ser seguros; têm de ser confortáveis; têm de ser funcionais; têm de ser limpos, etc., etc.



É também uma disciplina muito dinâmica pois tem de se adaptar aos ciclos das organizações. Por exemplo, expandir a ocupação quando as empresas contratam, mas também permitir poupanças quando as empresas contraem.



O mundo está a mudar e os paradigmas dos diversos sectores de atividade também. De uma forma sucinta/global, o que mudou na forma de ‘fazer’ FM nos últimos dez anos?



Claramente, o que mudou no FM foi a passagem da tónica nos equipamentos e edifícios para as Pessoas e o Serviço em resposta aos seus requisitos.



Hoje em dia, a definição de Facility Management que consta na norma internacional diz que o propósito da atividade é o de melhorar a qualidade de vida das pessoas. E eis que se percebeu que focar nas pessoas, realmente, permite tratar melhor os edifícios e a produtividade do “core business” das organizações.



Arrisco a dizer que a Tecnologia (leia-se: transformação digital) tem sido o grande motivador da mudança. Em que me medida a Tecnologia veio facilitar ou não o dia-a-dia dos Facility Managers?



Eu diria que a Tecnologia permitiu que os Facility Managers (FMers) passassem a ter dia-a-dia, pois antes um FMer estava sempre “on-call”. Atualmente, a capacidade de previsão e de monitorização remota tem um impacto estrondoso na qualidade de vida dos ocupantes dos Espaços e nos próprios profissionais de Facility Management.



Cada vez mais os colaboradores de uma empresa podem usar o seu smartphone para dizer que a copa está suja ou que precisam de um serviço de catering para uma sala de reuniões.



Até nas cidades. Se pensar que aqui em Lisboa tem uma app para alertar que um baloiço está estragado, o passeio está sujo ou um carro está a bloquear uma passadeira de peões.



Importa também referir que hoje é possível comunicar com os edifícios em tempo real, retirar de vários sistemas e sensores imensos dados que, quando bem tratados, permitem informar tanto os gestores dos edifícios como os seus utilizadores. Dando aos primeiros a capacidade de tomar decisões mais fundamentadas em prol do conforto dos segundos e, assim, identificar desperdícios e ineficiências que apenas implicam gastos desnecessários.



Para além disso, conseguem-se monitorizar as causas e frequências dos pedidos efetuados e trabalhar para eliminar os problemas ou otimizar respostas a pedidos frequentes.



Pode-se medir a satisfação dos utilizadores dos Espaços como se fosse um hotel, pode-se avaliar os prestadores de serviços e premiá-los quando ajudam as pessoas a serem mais felizes, em vez de se pensar só em penalizações.



E tudo isto sem necessidade de papelada e em tempo real. A tecnologia, no Facility Management, tem sido claramente um “game changer”. Sem dúvida.../...



 



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